sábado, 23 de fevereiro de 2008

Kraus Von Secca expõe no Espaço Olho Latino



O artista plástico Kraus Von Secca expõe suas mais recentes gravuras na mostra “Impressões”, a ser inaugurada em 23 de fevereiro, às 16 horas, no espaço Olho Latino no Museu João Batista Conti. A exposição é composta por 21 obras e poderá ser vista até 30 de março. A curadoria da mostra é de Paulo Cheida Sans.
Kraus estudou gravura com renomados artistas, como o Evandro Carlos Jardim, Maciej Babinsk e Iole Di Natale. Participa do ateliê de gravura do Instituto Garatuja sob a coordenação do mestre Romildo Paiva. Participou de várias mostras, como da Exposição Internacional em Sarajevo, na Espanha, e da VII Bienal Internacional de gravura em Ovada, na Itália. Foi premiado no 1º Prêmio Yolando Malozzi de Artes Plásticas e também na 3ª Bienal Nacional de Gravura – Olho Latino, ambos os eventos realizados em Atibaia. É designer de mobiliário e iluminação e recentemente iniciou o design de jóias e ourivesaria.
Sobre a mostra, Paulo Cheida Sans diz que “as gravuras são repletas de nuances e de detalhes, provenientes de narrativas locais e próximas ao artista, que lhes conferem uma nova visão, aludindo a uma ampla reflexão para todos nós: saber perceber e saborear o verdadeiro ato de viver”.
O Museu Olho Latino tem se constituído em um reforço cultural para Atibaia, o que pode ser verificado em uma de suas realizações que é a 4ª Bienal do Esquisito, em exposição no Centro de Convenções e Eventos “Victor Brecheret” até o final de fevereiro. Com o novo espaço Olho Latino em uma das salas do Museu Municipal, o Museu Olho Latino vem a somar ainda mais a sua atuação cultural na cidade.
Vale a pena conferir e visitar a mostra do artista plástico Kraus, por se tratar de um exímio gravador e artista da região, e aproveitar também para apreciar o Museu João Batista Conti com suas coleções e variedades.


Informativo:
Exposição:
Impressões – Mostra individual de gravuras de Kraus Von Secca.
Curadoria: Paulo Cheida Sans.
Abertura: 23 de fevereiro de 2008, às 16 horas.
Período da mostra: de 23 de fevereiro a 30 de março de 2008.
Visitação: de 3a a 6a-feira, das 11h30 às 17h30, e aos sábados, domingos e feriados das 9h às 17h30.
Local: Espaço Olho Latino no Museu João Batista Conti.
Endereço: Praça Bento Paes, s/n, Centro, Estância de Atibaia, SP.
Realização: Museu Olho Latino e Prefeitura Municipal da Estância de Atibaia.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Grupo Olho Latino expõe gravuras no espaço Cultural da UNISANTA

A mostra “Gravuras” do grupo de arte do Museu Olho Latino estará em exposição de 11 a 25 de fevereiro no Espaço Cultural da Universidade Santa Cecília (UNISANTA). São 22 artistas que expõem variadas técnicas de gravuras, entre xilogravuras, serigrafias e gravuras em metal.
O Museu Olho Latino está sediado em Atibaia, SP, e realiza importantes mostras, como a Bienal Nacional de Gravura, a Bienal do Esquisito e a Grabados – Bienal Latino-Americana de Gravura. O Museu possui um currículo extenso de mostras realizadas, geralmente, mostrando o seu acervo de modo parcial, como fez em Salvador, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Quebec, no Canadá e em outras cidades. Além das exposições em sua sede e de mostras itinerantes do acervo, o Museu também organiza mostras de seu grupo de artistas, que são profissionais e professores de artes.
Para a mostra na UNISANTA, o Museu optou em fazer apresentar gravuras de seu grupo de arte. O grupo, ou núcleo Olho Latino como é chamado, realizou sua primeira mostra na Galeria da Casa da Cultura da América Latina da Universidade de Brasília em 1996. De lá para cá, o núcleo expôs em São Paulo, Campinas, Jundiaí, Piracicaba, Araraquara, Americana, Curitiba, entre outras cidades. Em meio aos destaques estão as participações nas Bienais do Esquisito realizadas no SESC-Campinas em 2001, 2003 e 2005, “Parábolas para o Século XXIII” exposta na Capela do Morumbi, em São Paulo, em 2005, e na Casa do Lago da Unicamp, em 2006.
Para o diretor do Museu e coordenador do núcleo de arte Olho Latino, Paulo Cheida Sans, “é importante que o museu tenha um núcleo de arte para que os integrantes possam conversar e trocar opiniões sobre assuntos da área artística e assim produzir e expor como resultado dessa relação profissional”.
Paulo Cheida, que é professor do Curso de Artes Visuais da PUC-Campinas, acrescenta que expor na UNISANTA tem um significado importante em sua carreira porque foi em Santos, onde expôs no início de carreira na galeria Prego de Ouro, que existia no Gonzaga em 1969, que teve uma recepção muito positiva de seu trabalho artístico. Depois participou da I Bienal de Artes Visuais de Santos, em 1971, sendo o artista mais jovem, aos 16 anos. Também foi premiado no XI Salão de Arte Jovem “Primeira Mão” do Centro Cultural Brasil & Estados Unidos, em 1984. Após essas mostras, por mais de 20 anos, embora tenha exposto em mais de 400 mostras no Brasil e exterior, somente agora surgiu oportunidade de voltar à cidade e mostrar um pouco do que faz atualmente como artista e promotor cultural.
No ano passado, ao participar da 3ª Bienal Nacional de Gravura – Olho Latino com suas gravuras, a professora Márcia Santtos, recebeu o convite do diretor do museu, Paulo Cheida Sans, para esse intercâmbio. Em março será a vez dos alunos orientados pela professora do Curso de Artes Plásticas da UNISANTA, Márcia Santtos e do Grupo de Gravura Mariana Quito, da Secretaria de Cultura de Santos, mostrarem seus trabalhos nas dependências do Museu Olho Latino, em Atibaia.
Participam da mostra na UNISANTA os seguintes artistas: Alex Roch (Jundiaí), Andréia L. Gomes da Silva (Campinas), Celina Carvalho (Campinas), Cibele Marion Sisti (Jaguariúna), Elika Ito (Valinhos), Euclides Sandoval (Atibaia), Fernanda Maria Duarte (Campinas), Flávia Bresil Pallhares (Campinas), Kraus Von Secca (Piracaia), Lisa França (Campinas), Márcio Zago (Atibaia), Maricel Fermoselli (Campinas), Maurício Barduchi (Campinas), Paulo Cheida Sans (Campinas), Regiane Capp Couto Buccioli (Campinas), Rosmary Silva (Campinas), Suely Arnaldo (Sumaré), Valner Cintra (Itapira), Vera Toledo (São Paulo), Walcirlei Siqueira (Americana), Yoon Jee Geem (Alemanha), Young Koh (Campinas).
O Espaço Cultural UNISANTA fica na Rua Oswaldo Cruz, n° 277, Bloco M, Santos, SP.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Lancamento do livro Ecos & Sombras de Euclides Sandoval



"Palhinha" de Euclides Sandoval no lançamento de seu livro "Ecos e Sombras" no Casarão Júlia Ferraz, em Atibaia, no dia 28 de outubro.

domingo, 4 de novembro de 2007

Ecos & Sombras: O grande aprendizado


Capa do livro



Ecos & Sombras de Euclides Sandoval é mais que um painel com textos que incitam o aprofundamento e o debate. Vai além... É antes de tudo, reflexo de um grande aprendizado de mundo. Quer seja como avô, pai, filho, amigo, ou quer seja como filósofo, ator, artista plástico, escritor, Sandoval sabe muito bem conduzir e externar suas idéias e aflições perante a sociedade, ainda em gestação, para uma percepção mais aguda da realidade.
As questões abordadas não poderiam ser de outro modo, nasceram de uma inquietação de uma busca incessante por respostas e conhecimento, foram escritas com a alma de quem vivencia suas análises e reflexões.
Ecos & Sombras é parte dessa vivência do autor, composta por momentos distintos que se unem para caracterizar o todo construído pelas significativas partes. No entanto, não há prioridades entre os assuntos abordados. Embora cada tema possa ser lido sem ter uma ordem prévia, é sumamente importante que todos sejam lidos para que se entenda a compreensão do autor sobre as manifestações humanas, como a cultura, a educação e a própria situação de ser e estar no mundo, numa sincronia entre as miríades facetas de nosso cotidiano.
Sandoval é sábio, chama-nos para uma interação, não para transmitir sábias respostas, mas para um envolvimento com as suas reflexões que também passam a ser as nossas. Ele é sábio, na medida em que não transmite o saber pelo saber, como fonte acumulativa de informações, mas vincula o leitor como um arremesso para a sua própria história de vida. É a sintonia com o outro que faz de Ecos & Sombras ter uma fecunda atualidade.
Sandoval é profético... Mas, não profecia um mundo além, coloca-nos no bojo de nosso universo, de nosso próprio mundo interior. A profecia do autor é nos fazer enxergar a nossa essência de vida, onde a resposta está em cada um de nós.
Assim nos diz: “O mundo. Ele se traduz pelo fluir dos opostos. Da outra realidade espetacular, instância superior, mais real do que se fosse só de idéias, e do qual somos o símile imperfeito, o que nos sobra é a capacidade de sonhar. Só a probabilidade profética de termos paz, harmonia e razão introduz sentido ao ato de viver.”
Sentir o mundo além das aparências, ultrapassar sua espuma que camufla uma realidade mais profunda que não se restringe a um determinado espaço e tempo. Mas o nosso mundo da finitude também representa o fascínio e o prazer. Estamos imersos neste mundo que é o de sofrimentos, felicidades e amores. Vivemos nesse paradoxo, como diz Tao-te-ching: “A infelicidade caminha lado a lado com a felicidade; a felicidade dorme ao pé da infelicidade.”
É de modo descontraído e informal que Sandoval situa a densidade de seu pensamento. Assim nos cativa e nos oferece a sua visão de mundo ao tempo em que nos incita a acompanhá-lo refazendo as nossas próprias reflexões.
A sua mensagem em busca de um mundo melhor, mais justo e mais humano, não é amarga, pois acena o negativo para sugar e inspirar o positivo, direcionando probabilidades esperançosas. Os antagônicos fluem em suas observações, fala da angústia para valorizar a felicidade. Ao mesmo tempo em que aponta que a sociedade “hipocritamente prega o perdão e pratica a vingança”, ele assinala sobre a beleza da “pureza infantil”, sobre a “seriedade de uma criança brincando”.
Sandoval é poético, está em estado de poesia. Não menciono a poesia restrita ao contexto literário, que o autor também faz com maestria, mas como um estado de pulsar o coração, inserido no ferver, na comunhão, na exaltação de viver.
Como diria Edgar Morin: “O amor faz parte da poesia da vida. A poesia faz parte do amor da vida. Amor e poesia engendram-se mutuamente e podem identificar-se um com o outro. Se a poesia transcende sabedoria e loucura, é necessário aspirarmos a viver o estado poético e assim evitar que o estado prosaico engula nossas vidas...”
A busca de sentido das coisas deve começar não no âmbito exterior, mas em nós mesmos. Entender a solidariedade e o amor como fontes do nosso viver. Conceber amor e poesia como fins e como meios é sentir a plenitude do viver.
O nosso diálogo íntimo nunca cessa, oscila entre a sabedoria e a loucura, a ousadia e a prudência, o desprendimento e o apego, enfim, vivemos numa tensão dialogal que, parafraseando Morin, “mantém permanentemente a complementaridade e o antagonismo entre amor-poesia e sabedoria-racionalidade“.
Ecos & sombras mostra um inconformismo que vem acompanhado com uma forte crença na capacidade do ser humano. Capacidade esta de estar atento ao experimento no íntimo de cada um, ampliando a atitude de escuta para com os outros e, cada vez mais, o respeito pelos complexos processos da vida.




sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Apresentação de Paulo Cheida Sans no Encontro Anual de Extensão da PUC-Campinas



Paulo Cheida relata o projeto "Território da Arte Contemporânea da Região Metropolitana de Campinas" no I Simpósio de Professores Extensionistas.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Palestra de Paulo Cheida Sans na comemoração de um ano do Museu Olho Latino


Fonte:
Jornal O Atibaiense – Partes e Apartes
(Marta Alvim) 24/10/2007

Comemorando um ano de instalação do Museu
Olho Latino em Atibaia, o curador Paulo Cheida
Sans recebeu artistas e convidados para a
abertura da mostra de gravuras.